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Equipe AAL: Melissa Schemberk e a solidariedade que vem do berço

Melissa Schemberk

A solidariedade sempre esteve presente no DNA da família de Melissa El-Khatib  Schemberk e o traço de personalidade, desenvolvido despretensiosamente desde sua infância, se tornou um dos pilares da sua carreira. Natural de Curitiba (PR) e descendente de imigrantes libaneses, ela desempenha um papel fundamental como vice-presidente do Conselho Consultivo da Aliança Contra Hanseníase, atuando como uma ponte entre o nosso trabalho e outros atores envolvidos no combate à doença. Sua história com o Terceiro Setor remonta ao seu avô Said Mohamad El-Khatib, que era proprietário de uma gráfica responsável pela edição da Coletânea História do Paraná na década de 1960.

Said estava sempre atento às necessidades do seu entorno, especialmente àquelas relacionadas à educação. Tinha um espírito nobre e gostava de ver a evolução de outras pessoas. Frequentemente, doava livros e auxiliava instituições educacionais. Certa vez, Said levou a neta ao Instituto Paranaense de Cegos, também em Curitiba, e descobriu que eles necessitavam de um aparelho de som. Rapidamente, levou o próprio equipamento até a instituição, influenciando diretamente no comportamento da neta. “Sou uma pessoa incapaz de jogar qualquer coisa que tenha serventia no lixo. Sempre dou para idosos ou para crianças. Preciso sempre achar um caminho”, relata Melissa.

Desapego e envolvimento com setor social

Enquanto crescia, Melissa também viu o exemplo de generosidade da mãe, Silnara Pereira. que participa, há 40 anos, da Associação e oficinas de caridade Santa Rita de Cássia, auxiliando pessoas em situação de vulnerabilidade. Naturalmente, Melissa começou a doar livros e materiais escolares sempre que podia. Antes de se casar, aos 22 anos, trabalhou ao lado do pai, durante quatro anos, em uma fábrica de shampoos também chamada “Melissa”.Ali, aprendeu um pouco de tudo: desde o gerenciamento de estoques até o atendimento ao público. Após o casamento, continuou na área de vendas e, mais tarde, a inquietação e o gosto pela moda a levaram para um curso de Consultoria de Imagem. 

Na mesma época, sua filha Bruna completou 15 anos e, inspirada pela mãe, decidiu comemorar doando os presentes para crianças de três creches. “Desde que eles eram pequenos, eu incentivava meus filhos a doarem os brinquedos para outras crianças, mas fiquei surpresa quando a ideia veio dela. Isso mostrou como o ato de doar faz bem também para quem doa”, conta Melissa, que também nutria o hábito de apadrinhar crianças durante o Natal com a doação de brinquedos, roupas e sapatos. Ao saber sobre a dedicação de Melissa a projetos sociais, Dra. Laila Laguiche a convidou para ser vice-presidente do Conselho Consultivo da AAL, ajudando a estruturar uma rede de apoio com pessoas relacionadas à causa.

Articulação para combate à hanseníase

Enquanto iniciava os trabalhos na AAL, em 2018, Melissa foi convidada para participar da ONG Amigas em Ação, que confecciona almofadas para pacientes que realizaram mastectomia, faz outros projetos de costura solidária e arrecada produtos de higiene para idosos. Em 2021, a ONG se tornou uma parceria da AAL e começou a ajudar o Programa TECHansen, cujo objetivo é oferecer qualidade de vida para pessoas com deficiências físicas e/ou alterações provocadas pela hanseníase nos olhos, no nariz, nas mãos e nos pés por meio da doação de materiais, equipamentos e dispositivos de tecnologia assistiva.  O papel da Amigas em Ação é a produção de tipoias indicadas para pessoas acometidas pela doença que apresentam inflamação de nervos e devem permanecer em repouso. Até agora, 150 tipoias foram feitas para melhorar a comodidade dos pacientes. Segundo Melissa, as tipoias são muito mais do que um objeto, mas representam um gesto de carinho. 

Como vice-presidente, Melissa participa ativamente do TECHansen, estabelecendo conexões entre as necessidades dos pacientes com hanseníase e pessoas, organizações e/ou empresas que podem atendê-las. Ela auxiliou também na montagem de kits de manicure que incluíam hidratantes doados pelo Grupo Boticário, na arrecadação de luvas de látex pela Supermax Brasil e na divulgação de campanhas para arrecadação de tapa-olhos. “Anunciamos nosso interesse por tapa-olhos disponibilizados em aviões para proteger o olho do paciente com hanseníase, que fica seco, e evitar outros problemas provocados pela doença. Outra questão foi a doação, feita pelo Madero, de luvas de silicone para cozinhar porque o paciente não tem sensibilidade ao fogo”, esclarece.

Ao rever sua jornada, a vice-presidente orgulha-se de trabalhar com aquilo que ama: “A maior conquista é ajudar pessoas e eu tinha muito essa vontade. Quando a Laila veio com a ideia do Instituto, abracei isso. O mundo fica melhor não só para você, mas para quem recebe ajuda. Ao ser convidada para a equipe, me senti lisonjeada e comecei a ir atrás de pessoas que pudessem contribuir com isso. Consegui juntar pessoas com o mesmo objetivo de ajudar outras pessoas”.

Para conhecer outros profissionais da equipe da AAL, clique aqui.

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