Nossa história

Inauguração Instituto Aliança contra Hanseníase
Dra. Laila de Laguiche, durante a cerimônia de fundação do Instituto AAL, em 2018.
Dra. Laila durante atendimento em campo.
Dra Laila ao lado dos demais participantes da primeira reunião global sobre doenças tropicais negligenciadas (DTN) relacionadas à pele (DNT da pele) realizada pela Organização Mundial da Saúde (OMS), em Genebra (Suíça), em março de 2023.
Dra. Laila no Centro de referência para tratamento de pessoas com deficiência física, em Mato Grosso.

Dra. Laila de Laguiche
Hansenologista

Com sede em Curitiba (PR) e atuação internacional, o Instituto Aliança Contra Hanseníase – AAL, na sigla em inglês (Alliance Against Leprosy), é uma associação sem fins lucrativos fundada em 2018 que une ciência, educação e filantropia no combate à hanseníase.

O Instituto Aliança Contra Hanseníase é fruto da observação particular de uma médica brasileira diante da realidade invisível que as pessoas acometidas pela hanseníase enfrentam no país com o segundo maior número de diagnósticos no mundo. Em décadas de experiência na dermatologia, na medicina humanitária e no tratamento de pacientes de hanseníase, Laila de Laguiche aliou a sensibilidade para o cuidado em saúde a um olhar social capaz de perceber o quanto essa e outras doenças são germinadas em ambientes de alta desigualdade e vulnerabilidade social.

Brasileira e francesa, com formação médica no Brasil e na Bélgica, Dra. Laila une a sabedoria técnica à nobreza da filantropia. É profissional de saúde com mais de 20 anos de experiência na área, pós-graduada em Saúde Internacional e Doenças Tropicais pelo Instituto de Medicina Tropical da Antuérpia (Bélgica) e em Gestão de Saúde pelo Centro de Educação em Saúde Abram Szajman, do Hospital Albert Einstein. Já atuou como consultora do Ministério da Saúde e foi representante da Regional Sul e de Relações Internacionais da Sociedade Brasileira de Hansenologia (SBH). Atualmente preside o AAL e é membro do Conselho da Companhia Internacional da Ordem de Malta contra a Hanseníase (CIOMAL).

Logo nos primeiros oito meses de atividades, o Instituto alcançou 866 profissionais da saúde com capacitações em algumas das regiões mais afetadas pela doença no Brasil. Também realizou explanações sobre políticas públicas com vereadores da Câmara Municipal de Curitiba (CMC), palestras com médicos dermatologistas e apoio a pesquisas científicas que podem aprimorar o tratamento da hanseníase.

Em 2020, a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso (SES-MT) e o Instituto Aliança Contra Hanseníase assinaram um Termo de Cooperação Técnica em prol do projeto “Mato Grosso em Redes: Cuidado Integral em Hanseníase”. O objetivo foi estruturar a rede de cuidados integrais para a hanseníase no estado a partir de sapatarias especializadas e da oferta de teleconsultorias e teleinterconsultas com médicos especialistas em hansenologia. Assim, o projeto garante suporte especializado aos pacientes e capacitação aos profissionais da Atenção Primária à Saúde.

Em 2021, o AAL lançou a ação inédita TECHansen, aberta a todos os municípios brasileiros. A ação foi pensada para as pessoas com deficiências físicas causadas pela hanseníase que não têm condições financeiras de adquirir materiais ou dispositivos de tecnologia assistiva. No mesmo ano, o Instituto firmou parceria internacional com a Companhia Internacional da Ordem de Malta contra a Hanseníase (CIOMAL).

Em 2022, o TECHansen, idealizado pela Dra. Susilene Nardi, recebeu menção honrosa do Ministério da Saúde e da Organização Pan-Americana da Saúde no Mapeamento de Experiências Exitosas em Hanseníase.

Em 2023, o Instituto AAL lançou, de maneira inédita, o DOCHansen, plataforma virtual de apoio aos médicos na condução de casos complexos de hanseníase. Financiada pela CIOMAL, a ferramenta nasceu da Cooperação Técnica com a Secretaria de Estado de Saúde de Mato Grosso. Funcionou inicialmente como projeto piloto, conectando médicos com dúvidas sobre a doença a hansenologistas experientes, e hoje atende o Brasil e países africanos de língua portuguesa. No mesmo ano, o Instituto lançou o FeetHansen, que oferece gratuitamente soluções ortopédicas, como palmilhas adaptadas e calçados impressos em 3D, para prevenir e tratar incapacidades nos pés.

Em âmbito internacional, o Instituto Aliança Contra Hanseníase tem presença ativa nos principais congressos científicos de hansenologia, com apresentação de trabalhos e de projetos em estandes.

Em 2024, o AAL alcançou avanços significativos em sua missão de combater a hanseníase e reduzir o estigma em torno da doença. O DOCHansen chegou à África, com teleinterconsultas para apoiar o diagnóstico precoce e o tratamento de casos complexos em Angola, Guiné-Bissau e Moçambique. No Brasil, o Instituto firmou cooperações com o Instituto Lauro de Souza Lima (ILSL), em Bauru (SP), e com o Hospital de Dermatologia Sanitária do Paraná (HDS-PR), além de ampliar o TECHansen e o FeetHansen.

O ano também trouxe importantes reconhecimentos. O Instituto foi eleito uma das 100 melhores ONGs do Brasil, distinção concedida pelo Instituto Doar e pelo Instituto O Mundo Que Queremos às organizações que se destacam em gestão, transparência e impacto social. Recebeu ainda o Certificado de Excelência em Gestão no Prêmio Impulso de Boas Práticas no Terceiro Setor, promovido pelo Grupo GRPCom, que posiciona o AAL como referência em governança e transparência.

Sob uma estratégia renovada para o período de 2024–2026, o AAL consolidou seus eixos de atuação em ciência, educação e assistência. Essa abordagem reflete o compromisso da organização em inovar e expandir seu impacto. Um exemplo é o TECHansen: uma reportagem científica do Jornal Bem Paraná sobre a ação conquistou o Prêmio Paranaense de Ciência e Tecnologia pela inovação no uso de tecnologia assistiva.

Em janeiro de 2025, o Instituto AAL firmou Cooperação Técnica com o Hospital São Julião, em Campo Grande (MS), para implementar o projeto “AAL e Hospital São Julião: Cuidados Integrais em Hanseníase”. A iniciativa estrutura uma rede de cuidados integrais em hanseníase no Mato Grosso do Sul, com foco no diagnóstico, no tratamento e no manejo de incapacidades físicas, e prevê três frentes:

  • Capacitação profissional: formação de profissionais da Atenção Primária à Saúde para aprimorar a assistência aos pacientes.
  • Oficina ortopédica especializada FeetHansen: produção e distribuição de órteses e próteses personalizadas para prevenir e tratar deformidades.
  • Suporte remoto DOCHansen: teleinterconsulta para orientar os profissionais capacitados, com suporte técnico contínuo.

Ainda em 2025, o AAL ampliou sua presença internacional. Tornou-se Observador Consultivo da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP), Apoiador Oficial da International Leprosy Association (ILA) e membro da GlobalSkin, aliança mundial de organizações dedicadas às doenças de pele. O Instituto realizou a 1ª Ágora AAL, encontro estratégico com gestores de centros de referência em hanseníase do Brasil. Lançou também o DOCHansen Suporte Psicológico (DOC Psi), que estendeu o cuidado à saúde mental das pessoas acometidas pela hanseníase. Além disso, participou de uma campanha de conscientização veiculada na TV Globo, que impactou 7,5 milhões de pessoas.

Em 2026, o Instituto Aliança Contra Hanseníase alcançou marcos que consolidam seu papel na saúde pública brasileira e internacional. Em 15 de junho, recebeu do Ministério da Justiça e Segurança Pública a qualificação como Organização da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIP), reconhecimento de sua seriedade, transparência e relevância social. O Instituto também foi habilitado para participar das reuniões da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (CONITEC), por atender a todos os critérios técnicos, jurídicos e institucionais exigidos.

No cenário internacional, o AAL foi uma das organizações co-patrocinadoras do evento paralelo “From Segregation to Justice”, realizado em 17 de junho no Palais des Nations, em Genebra, durante a 62ª sessão do Conselho de Direitos Humanos da ONU. O evento tratou das violações históricas e contínuas dos direitos das pessoas acometidas pela hanseníase. O Instituto também participou de reunião oficial da Organização Mundial da Saúde (OMS) sobre doenças tropicais negligenciadas (DTN), reforçando sua contribuição ao debate global sobre a hanseníase.

O ano foi marcado por novas cooperações técnicas que levam os eixos de ciência, educação e assistência a diferentes regiões do país:

  • Fundação Hospitalar Alfredo da Matta (FUHAM), no Amazonas: implantação da Oficina Ortopédica de Confecção de Palmilhas e Adaptações de Calçados, as Sapatarias do Instituto AAL.
  • Hospital Sugisawa, em Curitiba (PR): cooperação inédita em saúde, educação e combate ao estigma.
  • Secretaria de Estado de Saúde de Pernambuco (SES-PE): oficina de palmilhas e adaptação de calçados no Hospital Regional da Mirueira, em Paulista (PE).
  • Sorri Bauru (SP): cooperação assinada em outubro para o desenvolvimento de novas tecnologias de avaliação da sensibilidade e prevenção de incapacidades.
  • Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD): cooperação assinada em outubro para atuação conjunta em ciência, educação e assistência, incluindo ações do Janeiro Roxo.

Também em 2026, o Instituto lançou a ação SelfHansen, voltada ao fortalecimento do autocuidado entre as pessoas acometidas pela hanseníase. Em encontros estruturados, pacientes e familiares aprendem, de forma prática e acessível, técnicas essenciais de cuidado. O foco é a prevenção de incapacidades, a autonomia e a melhoria da qualidade de vida.

O AAL lançou ainda o Edital Científico AAL nº 01/2026, que destina R$ 40 mil a pesquisas em hanseníase em fase final de execução. Realizou capacitações nacionais em Tecnologia Assistiva e o curso “Conectando Saberes: Prevenção e Reabilitação em Hanseníase”. Na comunicação em saúde, apresentou o podcast PodHansen e a mascote Cora. O Instituto passou também a integrar a rede da BrazilFoundation para captação de recursos nos Estados Unidos.

 

Ao concluir o ciclo estratégico 2024–2026, o Instituto Aliança Contra Hanseníase reafirma sua missão de unir ciência, educação e assistência para que nenhuma pessoa acometida pela hanseníase fique sem diagnóstico, cuidado e dignidade, no Brasil e no mundo.

Responsável técnico: Dra. Laila de Laguiche,
dermatologista e hansenologista

CRM- PR 31295 /RQE 17087
Hansenologista RQE 19706

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