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Ágora AAL 2026 reúne unidades de referência em hanseníase de seis estados no centenário Hospital de Dermatologia Sanitária do Paraná

Encontro promovido pelo Instituto Aliança Contra Hanseníase em Piraquara (PR) uniu gestores, médicos, pesquisadores e equipes de reabilitação para trocar práticas, firmar cooperações e alinhar os próximos passos da rede

Piraquara (PR) – Nos dias 28 e 29 de outubro de 2026, o Instituto Aliança Contra Hanseníase (AAL) realizou o Ágora AAL 2026 – Encontro das Unidades de Referência em Hanseníase Aliadas AAL, no Hospital de Dermatologia Sanitária do Paraná (HDSPR), o antigo Hospital São Roque, em Piraquara, região metropolitana de Curitiba. O encontro reuniu representantes de oito instituições do Paraná, São Paulo, Rio de Janeiro, Mato Grosso do Sul, Amazonas e Pernambuco, com o objetivo de fortalecer a rede de serviços que diagnosticam, tratam e reabilitam pessoas acometidas pela hanseníase no Brasil.

Um encontro para quem cuida da hanseníase no dia a dia

O Brasil é o segundo país com mais casos de hanseníase no mundo. Em 2025, foram 22.901 casos novos, e 10,8% das pessoas já chegaram ao diagnóstico com incapacidade de grau 2, quase o dobro da média mundial, segundo a Organização Mundial da Saúde. Nesse cenário, as unidades de referência são decisivas para o diagnóstico precoce, o tratamento e a reabilitação. O Ágora foi criado para que essas equipes se conheçam, compartilhem o que funciona e construam soluções em conjunto.

Participaram do encontro:

  • Hospital de Dermatologia Sanitária do Paraná (HDSPR) – Piraquara (PR), anfitrião
  • Instituto Lauro de Souza Lima (ILSL) – Bauru (SP)
  • Sorri Bauru – Bauru (SP)
  • Fundação Alfredo da Matta (FUHAM) – Manaus (AM)
  • Hospital São Julião (HSJ) – Campo Grande (MS)
  • Secretaria Estadual de Saúde de Pernambuco (SES-PE) – Recife (PE)
  • Hospital Sugisawa – Curitiba (PR)
  • Instituto Oswaldo Cruz – Fiocruz – Rio de Janeiro (RJ)

Primeiro dia: acolhimento, gestão e ciência

A abertura oficial, no dia 28, contou com pronunciamentos do AAL, da direção do HDSPR e de autoridades, com cerimonial da Fundação Estatal de Atenção em Saúde do Paraná (FUNEAS). Os participantes visitaram as instalações do hospital, que completou 100 anos em 2026, e o seu museu, onde está preservada parte da história do cuidado da hanseníase no Paraná.

Na programação de palestras, a consultora Selma El Kadre, da Mental.X, conduziu “A Engenharia da Excelência – Liderança, gestão e estratégia para profissionais de saúde”. Em seguida, o Dr. Flavio Alves Lara, chefe do Laboratório de Microbiologia Celular do Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz) e membro do Comitê Científico do AAL, apresentou “Ciência em Hanseníase: do que está sendo feito às novas possibilidades de pesquisa – Panorama Brasil e Mundo”.

Segundo dia: cooperações e práticas exitosas

O dia 29 começou com a assinatura de termos de cooperação entre o AAL e a Sorri Bauru, entre o AAL e a SES-PE e de um aditivo com a FUHAM para o projeto da sapataria flutuante.

Na sequência, cada unidade apresentou suas práticas exitosas e serviços. O HDSPR abriu as apresentações com os 100 anos de história do hospital na saúde pública paranaense, seguido pelo Instituto Lauro de Souza Lima, pela Fundação Alfredo da Matta e, após o almoço e uma visita ao Centro de Produção e Pesquisa de Imunobiológicos (CPPI), da Secretaria da Saúde do Paraná, pelo Hospital São Julião, pela SES-PE, pela Sorri Bauru e pelo Hospital Sugisawa. A SES-PE mostrou a experiência da Sapataria do Pé Insensível do Hospital Regional Geral da Mirueira, apoiada pela cooperação técnica com o AAL. O Hospital Sugisawa apresentou os resultados da parceria com o Instituto para o recebimento e envio de órteses e próteses a pessoas com hanseníase em todo o país: desde julho, foram 124 pedidos atendidos e 568 itens doados.

Os relatos permitiram comparar realidades muito diferentes, da Amazônia ao Sul do país, e identificar soluções que podem ser replicadas entre as unidades, em áreas como diagnóstico, prevenção de incapacidades, reabilitação, calçados adaptados, ensino e pesquisa. As equipes saíram com novos contatos, possibilidades de parceria e ideias concretas para levar aos seus serviços. Um espaço aberto para trocas e debates encerrou a programação.

Em paralelo à programação, o Dr. Jaison Antonio Barreto, chefe da Seção de Hanseníase do Instituto Lauro de Souza Lima, e o Dr. Caio Cesar de Castro, coordenador do Programa de Residência Médica em Dermatologia do HDSPR, conduziram a aula prática “Hands on em Hansenologia”.

“O Ágora existe para que quem cuida da hanseníase no dia a dia não trabalhe sozinho. Cada unidade trouxe uma solução que já funciona na sua realidade, e a troca entre elas encurta caminhos para todo o país. Esse intercâmbio entre as equipes transformam uma rede de instituições em uma aliança de verdade”, afirma Nicole Morihama, gerente geral do Instituto Aliança Contra Hanseníase.

Próximos passos

Para 2027, o AAL prevê fortalecer a programação científica e renovar a dinâmica do encontro para quem participa desde as primeiras edições.

Sobre o Instituto Aliança Contra Hanseníase

O Instituto Aliança Contra Hanseníase (AAL, sigla de Alliance Against Leprosy) é uma organização da sociedade civil sem fins lucrativos, fundada em 2018 pela dermatologista e hansenologista Dra. Laila de Laguiche e sediada em Curitiba. Qualificado como OSCIP, atua em três eixos (ciência, educação e assistência) para ampliar o diagnóstico precoce, prevenir incapacidades e devolver autonomia às pessoas acometidas pela hanseníase. Desde 2024, integra a lista das 100 Melhores ONGs do Brasil.

Contato para imprensa

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